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Desenho Scriptivo - Arte e Tecnologia

Máquina Vitruviana
Máquina Vitruviana

O Desenho Scriptivo foi PREMIADO com a plataforma BLOCKARTCHAIN, aplicando transações de Arte Digital em Blockchain.

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Curva de Hilbert

Curvas de preenchimento espacial

O padrão gráfico da figura é baseado numa demonstração feita por Niklaus Wirth (1999, p.114-117) e apresenta uma imagem construída por uma técnica recursiva.

BLOCKARTCHAIN

Transações em Arte Digital com tecnologia Blockchain

O Desenho Scriptivo foi PREMIADO com a plataforma BLOCKARTCHAIN, aplicando transações de Arte Digital em Blockchain. Confira o Prêmio #Plataformas Conexão Cultura DF da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

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Programação de elipse para auxílio na construção de Desenhos em papel

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Máquina Vitruviana Javascript

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JavaScript

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Desenho

Máquina Vitruviana
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Integração entre gráficos Perl, PHP, SVG e Javascript sobre imagem de pintura

Estudo de equações para ossos

Objetos iterativos
Os objetos iterativos (Δ) são as partes constituintes do corpo humano que interagem entre si e com as interações dos usuários. Cada parte possui propriedades e métodos, ou seja, qualidades e ações particulares que esse objeto pode operar.

Estudo de equações para pelos

Objetos iterativos - Pesquisa Html5/JavaScript
Em termos gerais, a aplicação de desenho é estruturada a partir de 4 formulações: a) um campo vetorial na forma Δ x F; b) uma função tempo principal; c) um conjunto de objetos com propriedades iterativas; d) uma comunicação persistente com o servidor. O resultado desse conjunto é um desenho em tempo real, sensível à interação do usuário, ordenado em regras próprias porém imprevisível.

Estudo de equações para o sangue corrente

Objetos iterativos
A função tempo principal é tecnicamente implementada com a programação de uma função temporizadora (setInterval) executada inde nidamente com precisão em um intervalo de milisegundos. Cada vez que a função é executada ela gera uma iteração nos objetos de desenho e demais elementos estruturantes.


Desenho e script

Afinal, de que se trata? Maio 2, 2017

Desenho é a ciência do risco sobre o suporte. Considere o suporte como a delimitação de um espaço em branco e o risco como a definição de uma sintaxe. Sendo ferramenta, o desenho satisfaz inúmeras aplicações da atividade humana, desde a compreensão territorial até a construção gráfica de ideias. Tentar traçar uma ontologia sobre esse conjunto demonstra que, após o risco, o suporte passa a ter significado, tornando-se imagem ou proposição. De fato, em acordo com Nuno Crespo, Ludwig Wittgenstein apresenta a imagem [Bild] como "uma espécie de desenho ou ilustração que se pode utilizar no interior de uma proposição" (CRESPO, 2008, p.115).

A obra portuguesa Desenho Técnico Moderno, dos autores Arlindo Silva, Carlos Tavares Ribeiro, João Dias e Luís Sousa (SILVA [et al.], 2006), desenvolve um conjunto de metodologias e procedimentos necessários à pesquisa e ao desenvolvimento do desenho técnico. Os autores separam e diferenciam o desenho técnico do desenho livre. Classificam o primeiro como algo que "deve ser perfeitamente perceptível e sem ambiguidades na forma como descreve determinado objeto" (idem) e o segundo como podendo ter, “para diferentes indivíduos, várias interpretações e significados do mesmo objeto" (ibdem). Apesar dessa diferenciação ser dicotômica e até restritiva, possui um aspecto didático próprio para o alargamento do tema, pois mostra o desenho como uma ferramenta prática e contextual, de um lado, ética e perceptiva, de outro.


Constitui-se na mais antiga forma de registro e comunicação de informação e, embora tenha conhecido mais mudanças, quanto ao modo de produção e de apresentação, do que as mudanças tecnológicas verificadas ao longo da história, nunca foi substituída efetivamente por nenhuma outra. (SILVA [et al.], 2006, pág.3).


Sendo tão antiga quanto a escrita, a investigação sobre desenho pode ter tido diferentes estágios ao longo da história, indo desde a larga utilização no dia a dia, até o esquecimento geral e utilização somente em círculos restritos. O fato é que o desenho permaneceu. Trouxe em sua ontologia uma capacidade de adaptação extraordinária e pode mesmo ser considerado como uma necessidade humana essencial. Nesse sentido amplo, como um modelo ou como um quadro vivo, o desenho é uma ferramenta do mesmo gênero que a escrita, uma espécie de mapa constituído pela abstração ou pelo pensamento [Abbildung]. Seja em uma descrição da realidade, feita através de uma figuração, ou em uma lógica, que constitui e dá sentido à imagem, o desenho parte de elementos da realidade perceptiva e, portanto, está sujeito às transformações de natureza humana e representativa.

2.202 A figuração representa uma situação possível no espaço lógico. 2.203 A figuração contém a possibilidade da situação, a qual ela representa. 2.21 A figuração concorda ou não com a realidade, é correta ou incorreta, verdadeira ou falsa. 2.22 A figuração representa o que representa, independentemente de sua verdade ou falsidade, por meio da forma da afiguração. 2.221 O que a figuração representa é o seu sentido. 2.222 Na concordância ou na discordância de seu sentido com a realidade consiste sua verdade ou sua falsidade. 2.223 Para reconhecer se uma figuração é verdadeira ou falsa devemos compará-la com a realidade. 2.224 Não é possível reconhecer apenas pela figuração se ela é verdadeira ou falsa. 2.225 Não existe uma figuração a priori verdadeira. 3 Pensamento é a figuração lógica dos fatos. (WITTGENSTEIN, 1968, p.60).


A figuração — imagem ou proposição — está à mercê de uma comparação com o real, onde o resultado obtido por esse paralelo alcança concordância ou discordância com a realidade. Trata-se de um processo ortogonal. A figuração projeta algo, uma situação ou um objeto. A descrição então se transforma em uma pergunta sobre “onde encontrar mais ferramentas de análise, como construí- las?” Não existe uma ideia inicial de verdade no elemento figuração, mas o fato é que a “figura” terá o seu enfrentamento com a realidade. Não é possível mensurar a dimensão de um livro raro somente pela sua característica de raridade, é necessário prová-lo.

A palavra scriptivo é um neologismo criado pela importação do vocábulo inglês script, que significa escrita. — Uma antropofagia. Refere-se também às linguagens de programação, interpretadas e de extensão, que servem para controlar as funcionalidades de um programa de computador. Uma interface de escrita, escritura, escrituração e lógica textual.

(Script) é uma linguagem de programação usada para manipular, personalizar e automatizar as funcionalidades de um sistema existente. Em tais sistemas, as funcionalidades já se encontram disponíveis por meio de uma interface de usuário e a linguagem de script provê um mecanismo para acessá-las. Dessa forma, o sistema existente oferece um ambiente de hospedagem para objetos e funcionalidades que complementa os recursos da linguagem de script. (SAMY, 2010, p.29)


Assim, forma-se desenho scriptivo. O desenho relacionado à escrita, a escrita escrevendo o desenho. Texto e figura, escrita e geometria, forma e conteúdo, imagem e proposição. Pode ser colocado em paralelo com a teoria da representação pictórica, no qual Wittgenstein sugere que a imagem, ou figuração [Bilt], pode funcionar como proposição. Em certo sentido, uma proposição necessita de uma imagem, algo para dizer o que acontece em determinada instância da situação, sendo mesmo uma condição interna para as proposições: "só no contexto da linguagem as imagens podem ou não ter sentido e é só no contexto de uma proposição que uma imagem pode representar o que acontece."(CRESPO, 2008, p.117).

“Quando escrevi ‘uma proposição [Satz] é uma imagem lógica de um facto’, eu queria dizer que posso inserir uma imagem, literalmente um desenho, numa proposição e depois continuar a minha proposição. Podia assim usar uma imagem como uma proposição. Como é que isto é possível? A resposta reza assim: porque, de um certo ponto de vista, ambas concordam [übereinstimmen], e a este comum [Gemeinsam] chamo imagem." (WITTGENSTEIN apud CRESPO, 2008, p.114).


Vale lembrar, em acordo com CRESPO (2008), que a palavra Satz [Proposição] possui uma riqueza de significados que não é encontrando correlato na língua portuguesa. Significa "proposição", "frase", "afirmação", "princípio", "axioma". Neste sentido, quando Wittgeinstein utiliza a palavra Satz refere-se não só às proposições da lógica, mas também a frases enunciativas, predicativas, declarativas ou interrogativas. De certa forma, na afirmação de que “ambas concordam”, Wittgenstein utiliza o desenho como texto e o texto como desenho, imagem lógica dos fatos. >br>
Este é o sentido da junção desenho scriptivo, ou seja, a forma de concatenar texto e imagem, como proposição e investigação sobre as consonâncias e cisões entre a geometria e a escrita, a forma e o conteúdo, o risco e o suporte. O que interessa é a oportunidade histórica, obtida pela implementação das ferramentas digitais, de retirar esse tipo de trabalho do papel e torná-lo prático.




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